Zélia Torres
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), “a hiperactividade é uma desordem em que as características principais são o défice e distracção. Na primeira infância, os sintomas mais evidentes são a desinibição e uma actividade motora extrema e mal organizada e regulada, factos que podem ser substituídos na adolescência por uma baixa actividade motora. A impulsividade, alteração marcada de humor e a agressividade podem ser sintomas comuns, tal como atrasos de desenvolvimento em áreas específicas e dificuldade de relação social. Se a hiperquinesia é um sintoma de outras desordens, essa deverá ser a situação a codificar”.
(Gonçalves, 2000:18).
A Perturbação de Hiperactividade e de Défice de Atenção (PHDA), é actualmente reconhecida pela comunidade científica como sendo uma perturbação heterogénia, diferenciada pela predominância de problemas de atenção e/ou hiperactividade e impulsividade (DSM-IV; APA, 1994).
Esta perturbação não é só uma das mais estudadas, como uma das mais controversas perturbações do desenvolvimento da infância e adolescência (Lory, 1999; Shaywitz e Shaywitz 1992). Tem sido considerada como uma perturbação desenvolvimental relevante em termos clínicos e de saúde pública, com tendência a surgir durante a infância e persistir durante a adolescência (Barkley, Ficher, Edelbrock e Smallish, 1990; Lory, 1999) e idade adulta (Green e Chee, 1997, Barkley, 2002).