sábado, 11 de abril de 2015

“I am Sam – A Força do Amor”

I am Sam“Sam Dawson (Sean Penn) é um homem com deficiências mentais que cria a sua filha Lucy (Dakota Fanning) com a ajuda de um extraordinário grupo de amigos.
Quando Lucy faz sete anos, ultrapassa intelectualmente o pai; nessa altura, a relação privilegiada entre os dois é ameaçada por uma assistente social que coloca Lucy ao cuidado de um orfanato.
Enfrentando o que parece um problema imbatível, Sam jura lutar contra o sistema legal e forma uma inesperada aliança com Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), uma poderosa e egoísta advogada que aceita o caso gratuitamente em resposta a um desafio dos seus colegas.
Juntos, lutam para convencer o sistema que Sam merece a sua filha de volta e, durante o processo, formam-se entre eles laços que são um testemunho único do poder do amor incondicional.” in Sapo Cinema





quinta-feira, 2 de abril de 2015

“O Aluno Perfeito” de Rubem Alves

escritor-Rubem-alvesMemorioso memorizava tudo que os professores ensinavam. Mas tudo mesmo. Há perguntas para as quais a memória, por mais perfeita que seja, não consegue responder.

Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida, e eles esperavam com grande ansiedade o filho que iria nascer. Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

“Momo” de Michael Ende

image“ O que a pequena Momo sabia, como ninguém era: ouvir. (…) Momo sabia ouvir de tal modo que pela cabeça das pessoas passavam ideias muito acertadas. Não porque ela dissesse ou perguntasse algo que levasse os outros a pensar assim, não, limitava-se a estar sentada e a ouvir com toda a atenção e toda a sua participação. Enquanto isso ficava, observava os outros através dos seus grandes olhos escuros e o atingido sentia fluir ideias que nunca sonhava poder vir a ter.

Sabia ouvir de tal modo que pessoas desesperadas e indecisas descobriram de repente o que queriam. Ou que os tímidos se sentiam de um momento para o outro livres e corajosos. Ou que infelizes e oprimidos se tornavam alegres e confiantes. E quando alguém sentia que a sua vida era um perfeito fracasso, sem significado e que ele próprio era apenas um entre milhões, um que não tem qualquer importância e que pode facilmente ser substituído como uma panela rota, percebia então, ainda enquanto falava, como estava profundamente errado, que só existia um como ele, uma única vez, entre todos os homens e que por isso o seu modo de ser era realmente importante para o mundo.

Era assim que Momo sabia ouvir.”

(Ende, Michael, Momo, Editorial Presença, Porto, 1984, p.16-21)


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